As alterações climáticas são uma consequência da acumulação de GEE na atmosfera.

Essa acumulação tem vindo a crescer ao longo das últimas décadas, e é ditada não apenas pelo volume de emissões, mas pelo seu tempo de residência na atmosfera e pela sua eventual remoção.

uma redução drástica das emissões não dita a reversão do problema das alterações climáticas

Esse tempo de residência dita também que mesmo uma redução drástica das emissões não significa no imediato a reversão do problema das alterações climáticas. Contudo, a maioria dos cenários apontava, já antes da Cimeira de Paris em 2015, para a necessidade de reduções drásticas de emissões em simultâneo com um aumento da remoção futura de emissões se realmente queremos reverter a concentração de GEE na atmosfera.

 

É assim que o Acordo de Paris estabelece em 2015 e mais de 20 anos depois da assinatura da Convenção-Clima, o objetivo de atingir um balanço neutro entre emissões e remoções de GEE até ao final do século. Este é o objetivo que conhecemos como “neutralidade carbónica”.

Os factos das alterações climáticas